Na Window

Gente, em janeiro, euzinha estava sentadinha no sofázinho, assistindo TV(como sempre)! Qd°, de repente, a luz "piscou" 2 X, falei para a Carmencita :"Filha, vc viu? A luz "piscou". Carmencita respondeu: "Foi uma coizinha de nada, eu tô na Net e, vendo TV aki no meu quarto e, nada desligou". Sabe o que eu fiz? Exato! Fui na window da sala de cima pra saber o q tava acontecendo. Adivinha o q euzinha vi? O Bebum! E, o q o bebum tava fazendo? Errado, ele não tava caído no corredor, tava mexendo no PC (no caso, a parada onde fica todos os relógios da Villa. E, o q o Bebum tava falando pro povo lá do fim da Villa, hein? Pera aí q eu já vou contar: " Comadre, não dá mais pra fazer". Neste justo momento eu tava perguntando, com toda sutileza e "gentilidade", q fazem parte do meu modo de ser: "Ô MERDA, o que ta havendo aí fora! Tá dando "queda" de "luz" aqui na minha casa!" Então, falaram assim: "Mas, o problema é aki na minha casa, tô sem "Luz". Eu, respondi educadamente: "É, mas, tá dando rebordoza aki na minha casa, isso é muito estranho..." E, qd° o Bebum ouviu a minha voz fez uma coisa muito estranha: Começou a armar e desarmar o tal do "disjuntor" (cara, precisava tar aqui pra ouvir o "PLEC" e"TEC" qu fazia, ô barulinho chato) do relógio da Comadre e, disse O Bebum; não euzinha, pq euzinha só tava ouvindo: "Não é aqui, é ai dentro da sua casa e coisa e tal." Não sei não, mas a minha continha de energia elétrica veio com um precinho, tipo -50% da conta anterior. Pode acontecer isso? Aki na Villa, pode!!
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By Lari * at 01h42
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ENTRE COMPRAS E REFLEXÕES
Ontem à noite fui ao supermercado. Muitos foram ao supermercado. Famílias inteiras fazendo suas compras à noite. Corredores cheios de maridos. Esposas pesando tomates entre um beijo e outro em seus bebês. Pêssegos lindos! Maçãs brilhantes. É possível tirar versos desse ambiente quase natureza. Creme de leite com uma embalagem de dar água na boca e um homem, com músculos à mostra, comprando leite em pó. Um homem musculoso criando oportunidades para se exibir. Seria um ato de inteligência ou de vaidade? Grande parte das mulheres pensa que os homens inteligentes não são musculosos. Homens inteligentes não têm tempo para um desenvolvimento corporal tão intenso, nem força para carregar uma montanha sobre os ombros. Também já pensei assim. Mas agora pluralizaram a inteligência e facilitaram o desenvolvimento da massa muscular. Logo, todo homem pode ser tanto musculoso quanto inteligente, embora toda verdade seja relativa. Mas isso não é assunto para discutir aqui, além de que, os senhores musculados não estão nem um pouco interessados na opinião feminina. É como as mulheres que lutam para se tornarem magérrimas, dispensando a opinião do sexo oposto.
Todavia, peço licença ao homem musculoso, esta é uma crônica restrita a um supermercado e não vejo forma de enquadrá-lo como personagem. Mesmo que eu quisesse recortá-lo num horizonte teórico, faria das palavras algo tão fixo quanto seus músculos. E eu sou fiel a minha nostalgia. Prossigo ouvindo palavras em pedaços. Cenas mixadas entre o paladar e o poder. Poder de compra. E pela mercadoria no carrinho é possível traçar o perfil do consumidor. Gente que só compra legumes e verduras. Gente que vai passar o final de semana bebendo. Gente que compra tudo embalado. Gente que conheço e que me dá a mão, rapidamente, com medo de que eu machuque seus dedos. Gente de abraços frouxos, gente que muda de corredor para não ter o trabalho de trocar duas ou três palavras, gente que não vejo há muito, e não sei se ainda vai me cumprimentar, se ainda me conhece... gente que não é povo. Gente que não é coletivo de fome e compra batata importada. Gente que não tem diminutivo. Gente que pensa ser livre. Gente como eu, ou como diz Affonso Romano de Sant’ana "com a passividade estrangulada do índio carregando as armas do invasor".
Esqueça a ideologia, Menina. Essa coisa de opressor e oprimido me faz perder de vista o verso, além da raiva de me ver novamente pensando no assunto. É um soco no estômago. Ainda bem que soco em estômago cheio não dói tanto. Alguém aqui tem cara de oprimido? Fico quieta como todos os outros e vou esbarrando nas pessoas, nas solidões disfarçadas que tecem a vida. Nunca consigo falar de política de forma completa.Tenho medo de chegar atrasada ao que quero dizer. Tenho medo de perder este silêncio. Tenho medo de ficar revoltada e levantar bandeiras pelas esquinas. Penso que todo mundo tem esses medos, e por isso ignora, deixa a política amarrada do lado de fora do quintal até que apareça novamente o mesmo letreiro, os mesmos outdoor, as mesmas frases de efeitos, as mesmas palavras de ordem e até o mesmo homem beijando crianças no supermercado.
Tenho vontade de pôr a alma num carro de compras e ir para praça pública ouvir estrelas e metaforizar uma esperança triste. Mas não sou poeta. Volto para casa com o carro cheio de compras e alma vazia.
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By Lari * at 01h54
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A maior dor na vida não é morrer, mas ser ignorado É perder alguém que nos amava e que depois deixou de se importar. É sermos deixados de lado por quem tanto nos apoiava. É constatar que esses são os resultados das nossas negligências. A maior dor na vida não é morrer, mas ser esquecido. É ficar sem o cumprimento após uma grande conquista. É não ter um doce amigo telefonando só para dizer "olá". É ver a indiferença num rosto quando abrimos nosso coração. O que muito dói na vida é ver aqueles que foram nossos amigos sempre ocupados quando precisamos de alguém para nos consolar e ajudar a reerguer o nosso espírito. É quando parece que nas aflições sobramos somente nós nos importando com nossas tristezas. Muitas dores nos afetam, mas isso pode não ser tão pesado se formos mais presentes e atenciosos. Cada um de nós tem um papel para desempenhar no teatro que chamamos vida. Cada um de nós tem o dever de dizer aos amigos que os amamos. Se você não se importa com seus companheiros de jornada, você não será punido: apenas acabará simplesmente ignorado... esquecido... exatamente como fez com eles... As palavras acima foram escritas por uma jovem que cometeu suicídio. Talvez se as pessoas que a rodeavam tivessem demonstrado um pouco de amor e tivessem lhe prestado atenção, sua morte poderia ter sido evitada. Lembremos que podemos perceber nas expressões dos rostos quando as pessoas estão tristes, solitárias e até mesmo com pensamentos de suicídio. Precisamos sentir mais profundamente cada pessoa que entra na nossa vida, dividir com ela nossa amizade e dizer-lhe que ela é importante para nós
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By Lari * at 01h46
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Conheceram-se numa noite prateada. Palavras despedaçadas ecoavam pelos labirintos das conversas. Ele tinha o olhar manso de quem conhecera os sete mares. Um olhar que discretamente a vigiou. Mas ela custou a perceber. Tinha uma certa lentidão em convergir para um mesmo ponto as nervuras das sentenças. Até que o canto da lira debruçou-se em seus ouvidos numa cantiga que atraía os dois pólos. Canção tardia, versou ele. E ela, timidamente, deixou-se enlevar. Cantar de beira de rio. Barulho das águas batendo nas pedras. Noite que vem do acaso depois de muitas luas. Noite que atravessou abismos, equilibrou-se na fina linha do tempo e estabeleceu-se na mão da eternidade. Fizeram-se heróis. Heróis de relógios no pulso a lutar contra casualidade. As horas tremiam sobre a face das trevas. Um universo movendo-se com a respiração do tempo. O mundo deve ter começado assim. O que fazer para que a noite não durma? Ou para que não acorde retalhada pelo sol? Um céu longínquo, calado. Silêncio pousado nos lábios. Cheiro de flores a arranhar os olhos. Pupilas crescendo e ajustando-se na pequena distância. Amores de retinas fatigadas. Num gesto intuitivo, ela oferece o corpo para uma leitura. A verdade mais despida que ele já lera. Palavras desdobrando-se pelos percursos das curvas. Tênues linhas desenhando letras irreverentes. Signos generosos indicando um oásis. Um fio de água subterrâneo pulsando entre as circunstâncias. Sangue aceso nas faces. Deveria tocá-la? Deve ser para isso que aprendeu, desde sempre, a escrever a palavra amor. Olhou para uma costa extensa inclinada para o sul. Comportaria um poema todo. Mas sentiu as mãos ásperas. Argila debaixo das unhas. Ela era uma estrangeira de corpo e alma. A pele pálida sulcada por veias cotidianas, relatava uma história desconhecida. Por onde havia andado todos esses anos? Há muito seriam íntimos, não fosse uma geografia que os separassem. Sonhos de artifícios moviam-se pelo corpo dela como se pintados com giz de cor. E ele tentando uma expressão sensível para atingir a mesma sintonia. Por que sentia pudor? Mãos cheias de pecado. Catedral plena de silêncio. Na sua frente, um corpo em libação. Ósculo santo! implorou com os olhos. Adivinhavam-se por impulsos. Redimiam-se com salivas. Jamais ele vivera algo tão espiritual. No abraço contra o peito, um palpitar sem tato. Tão perto as estrelas! Desejou recitar salmos. "Despertai saltério e harpa." Quem mesmo havia escrito os salmos? "O pardal encontrou casa e a andorinha ninho para si". O que está no verbo, está na carne. Por Cristo, nosso Senhor! Vinho agradável ao paladar. O tempo tremulava entre améns e aleluias. Um sino dentro de cada templo. Taça de mel para brindar a vida. Temeu um orgasmo mortal. Suaram frio. Em nome do pai, do filho e do santo espírito. E houve luz.
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By Lari * at 01h42
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EU CRESCI DEMAIS Você olha pra mim e pergunta como estou. Nem sei o que responder, porque no fundo você sempre sabe como estou. Você sempre soube e por mais que eu queira vestir os meus disfarces, jamais vou conseguir lhe convencer. Você conhece a nudez da minha alma, conhece a verdade desses meus rabiscos e diz que eu não mudei, que eu não mudei nada, que continuo tendo pensamentos furtivos como na adolescência, quando escrevia nomes na vidraça embaçada. Ri-me disso. Ri por fora, porque por dentro eu chorei e acho que até molhei os olhos. Você não quis dizer que eu também escrevia nas paredes e até nos móveis velhos da minha avó... mas eu me lembro muito bem disso. E, perdoa-me por discordar: eu mudei. Eu mudei demais! Aquela menina saiu de mim num sábado qualquer e foi levada por um vento qualquer para um lugar qualquer e eu nem sei direito quando foi. Talvez tenha sido naquela primeira vez que pintei a boca, raspei as pernas e coloquei sapatos de salto, já com o nítido desejo de ser outra. E todos perceberam a mudança: "Nossa como você cresceu; você já é uma mulher e nem tínhamos percebido!" E eu quis ser essa mulher grande. Quis crescer... crescer.. até atingir o cúmice do ápice das fêmeas. Você sabe como é, eu quis viver a essência, eu quis ser mulher até a última gota, excessiva, inteira... que vive, atinge, conhece e carrega dentro de si a fertilidade de fazer as coisas nascerem. E isso eu consegui. Quantas coisas foram geradas dentro de mim. Quantos momentos de ternura concebi! Quantos sentimentos nobres foram embrionados no meu ventre! Quantos partos eu tive! E todos foram partos com dor. Essa dor de fêmea, profunda, violenta que nos foi destinada, penso, por castigo. Aí você me olha com esse seu jeito de mulher latina, entendendo a razão da minha fragilidade e da minha falta de ar... E eu lhe olho sentindo saudades do tempo em que eu cabia inteira nos seus braços sem ter essa compreensão do tamanho das coisas, quando cada partícula sua era tão grande que preenchia todos os meus espaços vazios... ai que saudade do tempo em que você era capaz de resolver todos os meus problemas e ainda se sentava na máquina e me costurava um vestido novo! E eu ficava sentada no chão recortando retalhos coloridos e a coisa mais nostálgica da qual me lembro era que você conseguia sorrir com agulhas entre os dentes. É, eu cresci demais! Mas não tanto que não precise da sua ajuda. Não tanto que não tenha a coragem e a audácia de lhe pedir: ajude-me a parir mais este fôlego de vida! E, bendito seja o fruto do nosso ventre, amém!
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By Lari * at 01h23
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Só Penso em Você 
Eu só queria dizer
Mesmo de longe eu estou só com você
Por isso eu te liguei pra sentir sua voz
Me derrete é sério, pode cer
Só penso em você
Só penso em nóis dois
Minina você não tem do que duvidar
Em qualquer olhar só vejo o seu
Eu tenho seu amor e você tem o meu
Escrevi essa canção só pra te dizer
É sério, só penso em você
Às vezes você pergunta..
Se na estrada eu quero, ficar com alguem.
Mas não existe niguém que possa me fazer assim tão feliz como eu sou
É sério só penso em você
Só penso em nóis dois
Minina você não tem do que duvidar
Em qualquer olhar só vejo o seu
Eu tenho seu amor e você tem o meu
Escrevi essa canção só pra te dizer
É sério só penso em você
Se eu fechar meus olhos eu te vejo aqui olhando pra mim
Meu amor é cada vez mais forte
E vai ser sempre assim
Só penso em você
Só penso em nóis dois
Minina você não tem do que duvidar
Em qualquer olhar só vejo o seu
Eu tenho seu amor e você tem o meu
Escrevi essa canção só pra te dizer
É sério, só penso em vc.
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By Lari EU at 17h45
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Poema de mulher
Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um Frontal para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca acordou
Com um desconhecido ao lado,
Com o cabelo desgrenhado
Ou com o travesseiro babado?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Ou que "dele" não lembra nem o nome?
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By Lari ««Š®ä._G®ëëñ»» at 15h10
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A
amizade torna os fardos mais leves
porque os divide pelo meio.
A amizade
intensifica as alegrias,
elevando ao quadrado, na matemática do coração.
A amizade esvazia o sofrimento
porque a simples lembrança do amigo
é
lenitivo com jeito de talco na ferida.
A amizade ameniza as tarefas difíceis
porque a gente não as realiza sozinho:
são dois cérebros pensando
e
quatro braços agindo.
A amizade diminui distâncias.
Embora longe, o
amigo é alguém perto de nós.
A amizade enseja confidências redentoras;
problema partilhado, percalço amaciado,
felicidade repartida, ventura
acrescida.
A amizade coloca música e
poesia na banalidade do cotidiano.
A amizade é a doce canção da vida
e a poesia da eternidade.
O amigo
é a outra metade da gente;
o lado claro e melhor.
Sempre que encontramos
um amigo,
encontramos um pouco mais de nós mesmos.
O amigo revê,
desvenda, conforta.
É uma porta sempre aberta em qualquer situação.
O
amigo, na hora cena, é sol ao meio-dia,
estrela na escuridão.
O amigo é
bússola e rota no oceano,
porto seguro na tribulação.
O amigo é o
milagre do calor humano
que Deus opera num coração.
A tua amizade é
muito importante para mim
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By Lari ««Š®ä._G®ëëñ»» at 22h28
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By Lari ««Š®ä._G®ëëñ»» at 05h24
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By Lari ««Š®ä._G®ëëñ»» at 17h03
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